Bolsonaro corta 13,7 mil cargos em universidades públicas, incluindo Agreste Pernambucano

Postado em 19 de Março de 2019

Com informações da Folha de S. Paulo 


Bolsonaro usou sua conta no Twitter para exaltar a assinatura de um decreto de extinção de 21 mil cargos comissionados, o que representaria, segundo o presidente, uma economia de R$ 195 milhões. Nesta terça-feira (19), o jornal Folha de S. Paulo divulgou que, deste total, 13.710 vagas eliminadas estavam sob a guarda de instituições de ensino - a maioria universidades públicas federais - o que corresponde a 65% do corte. O Agreste Pernambucano está incluso.

O governo havia omitido o detalhamento destes desligamentos, ainda na quarta-feira (13), quando divulgou informações sobre a medida à imprensa. Ao apresentar o material, o Ministério da Economia não citava quais pastas sofreriam maiores cortes e nem os significados das siglas e legislações ali apresentadas. 

Ainda segundo a Folha, o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, desconversou duas vezes quando perguntado sobre os desligamentos. Na primeira tentativa, Uebel afirmou que o Ministério da Economia abriu mão do maior número de cargos, já na segunda o secretário afirmou que as funções eram transversais e poderiam ser usadas por diferentes ministérios, o que dificultava a precisão do mapeamento.  

As vagas cortadas correspondem a uma espécie de adicional pago a servidores que ganham função extra, como um posto de chefia de departamento, coordenação ou direção. Segundo o decreto, 2.449 vagas devem ser extintas de imediato. As outras 11.261 funções deixarão de existir em 31 de julho. 

De acordo com a análise do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, todas as funções gratificadas das recém-criadas universidades federais de Catalão (GO), Rondonópolis (MT) e Agreste de Pernambuco (PE) foram eliminadas, por exemplo. 

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