Brasil perderá status de país livre do sarampo

Postado em 19 de Março de 2019

Por: Folhapress 

Campanha de vacinação
Campanha de vacinaçãoFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agora é oficial: após um ano sem conseguir interromper a transmissão de sarampo, o Brasil irá perder o status de país livre da doença.

A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (19), após o registro de um novo caso de sarampo no Pará, ocorrido em 23 de fevereiro.

A data indica que a circulação de sarampo já completa mais de um ano no país, o que indica transmissão sustentada do vírus.

Com isso, a previsão é que o país perca o certificado internacional de eliminação da doença. O reconhecimento havia sido concedido pela Opas (Organização Panamericana de Saúde) em 2016. O motivo era o baixo número de casos nos últimos anos, em geral vinculados a surtos importados de outros países.

Com a queda na cobertura vacinal, no entanto, o país voltou a ficar suscetível ao sarampo. Os primeiros registros de um novo avanço da doença ocorreram em fevereiro de 2018, após mais de dois anos sem casos.

Em todo o ano passado, foram confirmados 10.326 casos, distribuídos em 11 estados: Amazonas (9.803), Roraima (361), Pará (79), Rio Grande do Sul (46), Rio de Janeiro (20), Sergipe (4), Pernambuco (4), São Paulo (3), Bahia (3), Rondônia (2) e Distrito Federal (1).

Destes, oito estados já tiveram o surto encerrado, segundo o ministério. Outros três, no entanto, ainda registram transmissão ativa do vírus: Amazonas, Roraima e Pará. De janeiro a março deste ano, foram confirmados 28 casos de sarampo nestes locais.

Com a perda do certificado, o Ministério da Saúde anunciou nesta terça (19) um conjunto de medida para aumentar os índices vacinais, interromper a transmissão e, assim, retomar o status de país livre da doença.

Entre as ações, está a previsão de encaminhar ao Congresso um projeto para aumentar a exigência do certificado de vacinação nas escolas e no serviço militar. A medida, porém, não deve ser impeditiva à matrícula.

O governo também pretende reforçar o monitoramento da vacinação por meio de programas de integração de renda, caso do Bolsa Família, e entre profissionais de saúde.

Outras ações planejadas são apoio a estados e municípios para ampliação do horário de funcioname
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