Conheça o primeiro time a receber parte do salário em bitcoin Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit. Quis, neque soluta

Postado em 07 de Agosto de 2018

AFP/Justin TallisBitcoin é um arquivo digital que existe on-line e funciona como uma moeda alternativa
Os salários milionários em dólar, euro, libras esterlinas podem estar com os anos contados no principal mercado da bola. O Gibraltar United, do pequeno país homônimo de 6,8km², 32 mil habitantes e 195º colocado no ranking da Fifa, promete ser o primeiro time de futebol a pagar os jogadores em moeda digital. Sócio do ex-jogador Michel Salgado à frente do clube fundado em 1943, Pablo Dana é o mentor da inovação.

O mecenas do Gibraltar United investe na Quantocoin, uma plataforma projetada para fornecer criptomoedas de consumo diário. A medida entrou parcialmente em vigor. Uma fatia do salário dos jogadores liderados pelo técnico Lucas Cazorla começou a ser desembolsada em moeda virtual nesta temporada.

O pioneirismo de Gibraltar em algumas decisões costuma virar moda. Há 20 anos, o país foi o primeiro a regulamentar as empresas de apostas, mas estabeleceu regras, por exemplo, antilavagem de dinheiro. O sites  cresceram rapidamente e se tornaram patrocinadores das principais camisas de clubes do Velho Continente, a começar pelos times da badalada Premier League — a elite do Campeonato Inglês.

Na opinião de Pablo Dana, o pagamento dos salários em criptomoeda reduzirá a corrupção. Para os clubes e os jogadores, a divisa digital virou uma forma de reduzir impostos e taxas. “Gibraltar foi o primeiro a criar o marco regulatório para sites de apostas. Agora, é pioneiro na criptomoeda”, disse o executivo ao site do clube.

Outros clubes ensaiam a adesão às moedas digitais. Em janeiro, o Arsenal assinou patrocínio com o CashBet, uma criptomoeda exibida no Emirates Stadium. O Bari, da Itália, e o Alcbendas, da Espanha, também entraram timidamente no negócio. Tão inovadora quanto o Gibraltar United, a London Football Exchange é a primeira bolsa de valores de clubes de futebol disposta a ajudar os times a atrair capital por meio de criptomoedas com venda de ingressos e outros serviços na interação com os torcedores.

Garotos-propaganda

Na corrida pela adesão dos clubes às moedas digitais, cresce a procura por jogadores capazes de chamar a atenção para o negócio. Craques como os aposentados Roberto Carlos, Luis Figo e Michael Owen são embaixadores de alguns prestadores do serviço. Eleito cinco vezes melhor do mundo, Lionel Messi também é garoto-propaganda.

O marfinense Didier Drogba cedeu sua imagem à empresa All.me, uma rede social baseada em criptomoeda. O centroavante uruguaio Luis Suárez divulgou a Stox, uma plataforma de blockchain. Na semana passada, Ronaldinho Gaúcho anunciou o projeto Ronaldinho Soccer Coin, um protótipo de plataforma para apostas de futebol, estádios digitais e e-commerce.

O Harunustaspor, time amador da Turquia, contratou Omer Faruk Kiroglu pagando parte da transação em criptomoeda. “Estou aberto a novas experiências e somos pioneiros no mundo”, disse o jogador.

Bragantino

Quarto colocado no Grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro, o Bragantino anunciou, no início da temporada, que aceitaria o pagamento de patrocínio em moeda virtual. “Com essa onda de bitcoins, nós decidimos inovar, apelando a um nicho que hoje não está no futebol. Decidimos informar ao mercado que estamos aceitando bitcoins como forma de pagamento, tanto nos patrocínios de camisa ou até mesmo nos pontuais, nos jogos contra os grandes da capital”, disse ao UOL, em janeiro, o vice-presidente do clube paulista, Luiz Arthur Abi Chedid.

No começo do ano, o Real Madrid, em parceria com a 13 Tickets, anunciou que aceitará a criptomoeda como forma de pagamento para o tour no lendário Estádio Santiago Bernabéu. Assim, tornou-se o primeiro clube no mundo a aceitar a forma de pagamento. O Atlético de Madri também começou a aceitar a divisa para tour no Wanda Metropolitano.
© 2018 Palmares Fest. Todos os direitos reservados