Santa Cruz quebra a má sequência, vence o ABC e volta ao G4 Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit. Quis, neque soluta

Postado em 01 de Julho de 2018

Andrei Torres/ABC FC
Com duas assistências previstas e duas bolas na trave, Robinho foi um dos destaques corais na partida
Eram três partidas sem vencer na Série C. Duas derrotas nos últimos dois jogos. O Santa Cruz entrou em campo pressionado, no estádio Frasqueirão, em Natal. E, com a corda no pescoço, conseguiu comprovar uma virtude que andava em falta: a de reação. Com dois gols de Pipico, ainda no primeiro tempo, e um de Jailson, no segundo, o Tricolor venceu o ABC por 3 a 0 e, beneficiado pelos demais resultados, retornou ao G4 do Grupo A.

Foi uma vitória animadora da equipe comandada pelo técnico Roberto Fernandes principalmente pelo bom futebol apresentado pela equipe - naquele que foi o melhor jogo sob o comando do treinador no Brasileiro. Na quarta posição, o time coral agora volta a campo no próximo domingo, contra o Remo, no Arruda.

O jogo

O Santa Cruz foi, antes de tudo, eficiente no primeiro tempo. Defensivamente, mas sobretudo no ataque. Após um início de jogo morno, sem emoção, aos poucos a equipe coral foi naturalmente tomando conta da partida. Forçando o jogo pelo lado direito, o Tricolor encontrou a mina de ouro da defesa potiguar. E soube concluir bem as oportunidades que encontrou.

Aos 15, após boa jogada individual e finalização de Robinho, Igor Bohn espalmou e William Maranhão pegou a sobra na entrada da área mandando com perigo para fora. Na jogada seguinte, não teve quase. Após lançamento com extrema precisão de Robinho, Pipico dominou com categoria e bateu no canto: 1 a 0. Atordoado com o gol sofrido, a equipe do ABC se desestruturou na partida. Vaiado pela torcida, açodou-se na busca pelo empate. Foi pior. Ou melhor para o Santa Cruz. Aos 22, Jailson finalizou, Igor espalmou, mas, no rebote, Pipico aproveitou para ampliar.

Na desvantagem e com as arquibancadas jogando contra, a equipe abecedista precisou mudar de postura. Aos 24, Higor Leite bateu falta com perigo e colocou Machowski para trabalhar. Aos 27, foi a vez de Rodrigo Rodrigues exigir do goleiro coral. Com o placar favorável, o Santa Cruz diminuiu o ritmo. Recuou. Mas soube calcular bem os riscos. E sem deixar de atacar. Aos 34, Allan Vieira arriscou de fora da área e Igor salvou o terceiro gol coral. Até o fim da etapa, os tricolores conseguiram bem conter o ímpeto adversário. Sem sustos.

Na volta do intervalo, a partida não mudou de figura. Estrategicamente esperando o adversário no campo de defesa, o Santa Cruz deu campo para o ABC - que até começou melhor a etapa final. Porém, repetiu o mesmo erro: ir com sede demais ao pote. No primeiro contra-ataque coral, aos 10 minutos, o terceiro gol. Robinho mais uma vez fez lançamento com perfeição, Jailson dominou, avançou, passou por Marcos Júnior e mandou nas redes.
Em cobrança de falta, com Higor Leite, o ABC assustou Machowski, aos 15. E não passou disso. O Tricolor seguiu mandando no jogo à sua maneira. Retraído, mas assustando na hora certa. Aos 23, em mais um contra-ataque, Arthur deu bom passe para Augusto quase ampliar. Aos 30, Robinho cruzou, a bola passou por todo mundo e estourou no travessão. O mesmo Robinho voltaria a acertar a trave, desta vez por querer, aos 35. A partida se encerraria com o Santa Cruz mais perto do quarto gol do que os potiguares do primeiro.

SERIE C2018


ABC 0
Igor Bohn; Vitinho (Erivélton), Tonhão, Samuel e Igor Fernandes (Matheus Carvalho); Anderson Pedra (Alan Cardoso), Felipe Guedes e Higor Leite; Marcos Júnior, Rodrigo Rodrigues e Luan. Técnico: Ranielle Ribeiro. 

Santa Cruz 3
Tiago Machowski; Vítor, Sandoval, Danny Morais e Allan Vieira; Willian Maranhão, Eduardo e Arthur Rezende (Charles); Jailson, Robinho (Mailton) e Pipico (Augusto). Técnico: Roberto Fernandes.  

Local: Frasqueirão, em Natal.
Árbitro: Ronei Candido Alves (MG).
Assistentes: Marcus Vinícius Gomes e Magno Arantes Lira (ambos de MG).
Gols: Pipico (16’ e 22’ do 1ºT), Jailson (10’ do 2ºT) (S).
Cartões amarelos: Erivélton (A); Lima, Allan Vieira e Sandoval (S).
Público: 1.178.
Renda: R$ 11.875. 
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