Rússia surpreende, bate Espanha nos pênaltis e volta às quartas de final da Copa Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit. Quis, neque soluta

Postado em 01 de Julho de 2018

 

 

AFP / Francois XavierVaga russa veio nos pênaltis, com vitória por 4 a 3, depois de empates no tempo regulamentar e na prorrogação


Enviado especial
Moscou – A festa na Rússia promete varar a noite pela classificação da Seleção local às quartas de final da Copa do Mundo neste domingo. A vaga veio nos pênaltis, com vitória por 4 a 3, depois de empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e 0 a 0 na prorrogação. O goleiro Igor Akinfeev foi o destaque da partida, defendendo duas penalidades, sendo uma com os pés, relembrando Victor, na conquista da Libertadores pelo Atlético em 2013.

Agora, os anfitriões pegarão o vencedor de Croácia x Dinamarca, que jogam ainda neste domingo. Aos espanhois resta juntar os cacos depois de trocar de treinador às vésperas do Mundial, em função de Julen Lopetegui ter assinado contrato com o Real Madrid.

A Espanha terminou os 90 minutos com 74% de posse de bola. Na prorrogação, subiu para 75%, insuficientes para levar o time a superar o adversário, que se mostroui limitado, mas muito aguerrido.

A torcida local, obviamente em maior número, também teve participação importante. Aos gritos de “Rússia, Rússia”, apoiou o time desde o apito inicial e deixou o Estádio de Luzhniki, em Moscou, comemorando muito – a equipe não chegava às quartas de final de 1970, ainda como União Soviética.

Ainda que o gol da Espanha, aos 11min, marcado contra por Ignashevich, depois de cobrança de falta da direita de Asensio, tenha sido uma ducha de água fria, a torcida e o time não desanimaram. O zagueiro russo se atracou com Sergio Ramos na área e a bola acabou tocando em seu tornozelo e entrando.

O problema é que a Espanha se deu por satisfeita e passou a tocar a bola. Teve posse, mas não objetividade. Assim, o jogo só voltou a ter emoção aos 35min, quando a Rússia tramou bom ataque. A conclusão foi de Golovin, de dentro da área, para fora.

Quatro minutos depois Dzyuba cabeceou e a bola bateu no braço de Piqué, que estava lavantado. O árbitro marcou pênalti, convertido pelo próprio camisa 22 russo, o que fez o estádio explodir em comemorações.

A partir de então a Espanha, que não deu um chute a gol sequer em toda primeira etapa, voltou a tentar alguma coisa. Com isso, o jogo ganhou em emoção.

Vendo o time acuado no início da etapa final, buscando jogar nos contra-ataques, a torcida russa voltou a se manifestar. Mas os ibéricos continuaram melhor.

Com a entrada do atacante Cheryshev, aos 15min, o público se inflamou ainda mais.  Aos 21min foi a vez dos espanhóis aplaudirem a entrada de Iniesta no lugar de David Silva.

Mas ninguém melhorou com as mudanças e o jogo ficou bem chato. Só aos 36min, depois de escanteio, a Espanha teve chance, mas Busquets não conseguiu concluir de dentro da área.

Três minutos mais tarde Akinfeev salvou os anfitriões. Primeiro ele desviou chute certeiro no canto de Iniesta. Aspas pegou o rebote e bateu cruzado, para nova boa defesa do goleiro. Os russos só ameaçaram aos 47min, em chute de Smolov que saiu pela linha de fundo.

Prorrogação

Na prorrogação, os papéis ficaram ainda mais nítidos, com a Rússia claramente lutando para levar a decisão da vaga para os pênaltis, ainda que a torcida quisesse outra coisa e vibrasse a cada bola recuperada ou defesa de Akinfeev. Os espanhois, por sua vez, lutaram muito por um gol, mas sofreram para conseguir criar algo.

Aos 3min da etapa final do tempo extra Rodrigo fez grande jogada pela direita e bateu cruzado, para nova defesaça do camisa 1 russo. Carvajal ainda pegou o rebote, mas finalizou mal.

Os jogadores da Rússia passaram a pedir ainda mais apoio dos torcedores. E isso ocorreu, principalmente depois que o árbitro esperou para confirmar um tiro de meta quando os espanhóis queriam pênalti em Piqué. A comemoração da defesa de Akinfeev aos 15min, em chute rasteiro de Rodrigo, foi como de um gol, mostrando o quão forte os russos foram para os pênaltis.

Iniesta abriu as cobranças de penalidades convertendo. Smolov empatou para os russos. Piqué voltou a colocar os espanhóis na frente, mas Ignashevick, com categoria também, deixou tudo igual. Koke parou em Akinfeev, mas Golovin superou De Gea cobrando no meio do gol. Sergio Ramos aproveitou bem, assim como Cheryshev. Com os pés, Akinfeev pegou a cobrança de Aspas e garantiu a vaga.

ESPANHA 1– De Gea; Nacho (Carvajal 24' do 2º tempo), Piqué, Sergio Ramos e Alba; Busquets, Koke, David Silva (Iniesta 21' do 2º tempo), Isco e Asensio (Rodrigo 13' do 1º tempo da prorrogação); Diego Costa (Aspas 34' do 2º tempo). Técnico: Fernando Hierro

RÚSSIA 1– Akinfeev; Mário Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Kudryashov; Zhirkov (Granat, intervalo), Zobnin, Kuzyaev (Erokhin 6' do 1º tempo da prorrogação), Samedov (Cherychev 15' do 2º tempo) e Golovin; Dzyuba (Smolov 19' do 2º tempo). Técnico: Satanislav Cherchesov

GOLS – Ignashevich (contra) 11 e Dzyuba 41 do 1º tempo ÁRBITRO – Bjorn Kuipers (HOL) ASSISTENTES – Sander Van Roekel e Erwin Zeinstra (NED) CARTÕES AMARELOS – Piqué, Kutepov e Zobnin PÚBLICO – 78.011 LOCAL – Estádio Luzhniki, Moscou, Rússia
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