Há dez anos o Brasil era do Sport Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit. Quis, neque soluta

Postado em 12 de Junho de 2018

Por: Gustavo Lucchesi /FolhaPE

Capitão Durval levanta a taça de campeão da Copa do Brasil de 2008
Capitão Durval levanta a taça de campeão da Copa do Brasil de 2008Foto: Marcos Pastich/Arquivo Folha de Pernambuco

Com direito a um "canal direto" com Deus via Carlinhos Bala, o Sport cravava ainda mais o seu nome na história do futebol brasileiro há exatos dez anos. Em 11 de junho de 2008, o grupo comandado por Nelsinho Baptista bateu o todo poderoso Corinthians por 2x0, com gols de Luciano Henrique e Carlinhos Bala, na Ilha do Retiro, e conquistou pela primeira vez o título daCopa do Brasil, sendo até hoje o único clube nordestino a levantar o troféu. 

Na partida de ida, em São Paulo, o Leão perdia por 3x0 até os 46 minutos da etapa final, quando o até então contestado Enílton descontou, reativando as esperanças dos pernambucanos. Folclórico e sem papas na língua, o atacante Carlinhos Bala afirmou para o Brasil inteiro que havia conversado com Deus e Ele teria dito ao jogador que aquele era o gol que daria o título aos leoninos, o que mais tarde acabou se confirmando.

E se o título de Campeão Brasileiro de 1987 ainda gera algum debate, apesar de o Sport ter vencido em todas as instâncias jurídicas, a Copa do Brasil 2008 não deixa sequer um rastro de suspeita de que o vencedor foi merecedor do título. Derrubando com facilidade os dois primeiros oponentes, o Imperatriz/MA e o Brasiliense, o Leão teve que derrubar quatro campeões brasileiros para conseguir levantar a taça: Palmeiras, Internacional, Vasco e Corinthians.

Cada embate teve o seu lance icônico. Nas oitavas de final, diante do Verdão, o hat-trick de Romerito afundou um Palmeiras recheado de estrelas, como Marcos, Denílson, Diego Souza, Valdívia e Kléber Gladiador. Com três gols de Romerito, mais um do lateral-esquerdo Dutra, o Sport atropelou por 4x1, na Ilha do Retiro, e passou com moral. Nas quartas de final, foi a vez do canhão de Durval entrar em ação. Precisando do terceiro gol para se classificar, o zagueiro pegou a bola aos 33 minutos do segundo tempo e mandou um canudo, sem chance para Clemer, fazendo a Ilha tremer.

Nas semifinais, a disputa de pênaltis contra o Vasco, em pleno São Januário, com direito a cobrança feita pelo ídolo Magrão, foi outro momento que os rubro-negros não esquecem. A final dispensa comentários, com vários momentos épicos, desde o famoso gol de Enílton até o apito final na Ilha do Retiro e o capitão Durval erguendo a taça.

Parafraseando o poeta Cazuza, "o tempo não para", mas para os rubro-negros parece que foi ontem. A festa que varou a madrugada de 11 de junho foi mágica para cada torcedor, que acordou com a melhor ressaca do mundo, de um indiscutível campeão do Brasil, com Recife se vestindo de vermelho e preto. Um título que entrou para a história, por isso está tão vivo na memória da nação rubro-negra mesmo dez anos depois.

   Campanha do Sport

Primeira Fase
Imperatriz/MA 2x2 Sport
Sport 4x1 Imperatriz/MA

Segunda Fase
Brasiliense 1x2 Sport
Sport 4x1 Brasiliense

Oitavas de final
Palmeiras 0x0 Sport
Sport 4x1 Palmeiras

Quartas de final
Internacional 1x0 Sport
Sport 3x1 Internacional

Semifinal
Sport 2x0 Vasco
Vasco 2x0 Sport *
Nos pênaltis, 5x4 para o Sport

Final
Corinthians 3x1 Sport
Sport 2x0 Corinthians

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