Publicada em 08/03/2018 às 07h53.
Confusão envolvendo torcedores do Santa Cruz e Polícia Militar na Ilha
Pessoas atingidas foram atendidas no campo e depois levadas em ambulâncias para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)

 Redação Superesportes /Diario de Pernambuco

Era para ser uma noite emocionante de futebol. Daquelas decisivas, em que o torcedor acompanha o seu time e os resultados alheios para saber quem será o adversário na próxima fase, uma quartas de final com jogo único. Noite com direito a um clássico. Justo nesta partida, a mácula. No intervalo do jogo entre Sport e Santa Cruz, um confronto entre a torcida coral e a Polícia Militar tirou o foco do futebol. Como não raramente acontece, a violência tirou a graça do esporte.

Com a correria, um dos portões do alambrado, que dá acesso ao gramado, foi derrubado. Objetos foram atirados na direção dos policiais, como pedaços de um cavalete destruído. Muitos torcedores do Santa Cruz – mais de 30, pelo menos - foram levados para o gramado – um deles, sofreu uma crise convulsiva. Eles receberam atendimento pelos bombeiros e médicos das ambulâncias.

Continuou

Um “cordão” de policiais ocupou o espaço do portão e o jogo teve continuidade, com o início do segundo tempo. Assim como a confusão dentro da Ilha. Torcedores danificaram alguns banheiros da Ilha.  Alguns objetos foram atirados da parte de cima da arquibancada do visitante na parte de fora do estádio.

Enquanto a partida acontecia no gramado da Ilha, torcedores eram atendidos na margem do gramado. Uma das ambulâncias levou os casos mais graves para a UPA da Abdias de Carvalho. A outra permaneceu no estádio, provavelmente porque a sua saída provocaria a paralisação da partida – a presença da ambulância é obrigatória pelo regulamento. Ela só deixou a Ilha do Retiro em direção à UPA quando unidades do SAMU chegaram ao estádio. Foram mais sete carros. A maioria dos feridos na confusão foram casos de fratura. Estes foram transferidos para as UPAs da Caxangá e Imbiribeira.

Socorrista

Em entrevista à Rádio Jornal, o médico socorrista Caio Santos disse que foram realizados aproximadamente 60 atendimentos. Destacou que os casos mais de maior gravidade foram de torcedores com fratura exposta. Quanto ao torcedor que sofreu uma crise convulsiva, explicou que ele foi medicado e encaminhado à UPA, onde chegou bem. “É algo muito triste para a gente. Teve uma moça que falou que nunca mais voltaria. Isso nos entristece. Muita gente vem para se divertir, para um momento de alegria, e acontece isso”, desabafou.
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