Publicada em 12/02/2018 às 10h47.
Sorvetes caseiros com vodka viram sucesso no carnaval de Olinda
Produto ajuda a refrescar o folião e serve também como 'combustível' para a encarar a farra nas ladeiras.

Por Cláudia Ferreira, G1 PE

 

Júlia Albertim exibe, com orgulho, os sorvetes de saquinho com vodka, que estão sendo vendidos em Olinda (Foto: Cláudia Ferreira/G1)Júlia Albertim exibe, com orgulho, os sorvetes de saquinho com vodka, que estão sendo vendidos em Olinda (Foto: Cláudia Ferreira/G1)
Júlia Albertim exibe, com orgulho, os sorvetes de saquinho com vodka, que estão sendo vendidos em Olinda (Foto: Cláudia Ferreira/G1)

Brincar carnaval pelas ladeiras de Olinda exige muita resistência. Ainda mais sob o forte calor e a alta umidade relativa do ar. Para ajudar o folião a seguir os blocos e troças pelo Sítio Histórico, os ambulantes oferecem uma bebida que está virando sucesso: sorvete caseiro feito com vodka. Além de refrescar, a iguaria, que vem em um saquinho, serve como 'combustível' para a farra.

A estudante Júlia Albertim, de 23 anos, elenca, de forma orgulhosa, os sabores de sua 'fórmula mágica'. "Tem de morango, morango com leite, maracujá, abacaxi e tangerina com morango. Eu mesma faço todos", afirma.

Marina segura a placa e anuncia o seu sorvete com bebida, em Olinda (Foto: Cláudia Ferreira/G1)Marina segura a placa e anuncia o seu sorvete com bebida, em Olinda (Foto: Cláudia Ferreira/G1)
Marina segura a placa e anuncia o seu sorvete com bebida, em Olinda (Foto: Cláudia Ferreira/G1)

Enquanto Júlia Albertim faz propaganda, uma cliente passa e anuncia: "É uma delícia, mas só tem vodka."

Cada sorvete de saquinho, chamado em Pernambuco de dudu, custa R$ 3. Quem leva dois, paga R$ 5. "Tem muita saída. Eu cheguei quase agora e já vendi metade do que eu trouxe", comemorou Júlia.

No mesmo ritmo, Marina Spinelli anuncia seu produto: "Tem chup chup alcoólico. Um é R$ 3, dois é R$ 5!". Além dos sorvetes de fruta, a estudante, de 23 anos, oferece um sabor especial: sacolé de mojito, feito com limão e hortelã.

Ela conta que dá para aproveitar a folia enquanto trabalha. "A gente se fantasia e vai seguindo os blocos, brincando, se divertindo e vendendo", diz Marina.

Ela afirmou que não consegue consumir os próprios produtos. "Não posso tomar. Só se sobrar, mas nunca sobra", observou.

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