Publicada em 07/12/2017 às 07h30.
Ministério Público de Pernambuco amplia combate ao crime
Órgão ganhará laboratório contra lavagem de dinheiro que vasculhará movimentações financeiras e fiscais

Por: Folha de PE

Caixas eletrônicos são explodidos
Caixas eletrônicos são explodidosFoto: Arthur de Souza

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ganhará um laboratório contra a lavagem de dinheiro. A inauguração do Lab, como é conhecido informalmente entre os procuradores e promotores de Justiça, ocorrerá na próxima terça-feira (12), às 14h, na sede do órgão (na rua do Imperador, Centro do Recife). Ligado ao Núcleo de Inteligência do ministério (Nimppe), o Lab é um conjunto de ferramentas tecnológicas apropriadas para vasculhar cada movimentação financeira e fiscal suspeita, uma vez que esse tipo de crime quase sempre encobre outras atividades ilícitas, seja tráfico de drogas, corrupção ou sonegação fiscal. A novidade, que inclui um investimento de R$ 1,6 milhão, foi anunciada ontem pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros. 

Ele é um dos participantes do encontro do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Gncoc), que teve início ontem e segue até hoje, na Capital. O evento, que não teve o local divulgado por questões de segurança, serve como um momento de troca de experiências entre promotores de diversos estados com especialidade em inteligência criminal e enfrentamento a facções criminosas. É a primeira vez que o encontro nacional é realizado em Pernambuco. “Ao comparar com outros Ministérios Públicos de referência, como os de São Paulo e Rio de Janeiro, estamos devendo uma atuação mais eficaz no combate ao crime organizado. Essa troca de experiência é um investimento para melhoramos nosso sistema de inteligência criminal. Diante dessa onda de violência, é preciso reforço na nossa atuação e sem capacitação é impossível”, reconhece Dirceu Barros, dando como exemplo as constantes explosões a caixas eletrônicos em agências bancárias. 

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Já na avaliação do promotor de Justiça Frederico Magalhães, um dos integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - que compõe o Gncoc - o MPPE tem tido um bom destaque na resolução de casos de alta complexidade. Entre os exemplos, ele citou a deflagração de operações com o apoio da Polícia Civil, como a do assalto a Brinks, que envolveu uma quadrilha violenta com articulações nacionais. 

Hoje, quatro painéis serão apresentados, entre eles, sobre sistema e inteligência penitenciária com foco nas organizações criminosas e colaboração premiada da Operação Lava Jato.

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